A Visita da Ansiedade

Há quem afirme que a ansiedade surge por não nos mantermos com a mente no tempo presente, ela oscila entre passado e futuro.

Também tem os que afirmem que a mente ocupada com trabalho e outras coisas, é capaz de deter a ansiedade.

O ritmo acelerado em que vivemos, contribui muito para o crescimento da patologia.

Não paramos 10 segundos para prestar atenção e nos perguntar o que estamos sentindo.

Não paramos 10 segundos para inspirar e expirar conscientemente.

Muitos de nós creem, que algo externo possa conter a “senhora” ansiedade.

E assim, torna-se patológica e faz seu caminho aos poucos com crises incontroláveis, sintomas físicos que por vezes são desesperadores, e então o recurso mais rápido e de alívio imediato são os ansiolíticos.

Esclareço que não tenho nada contra o uso de medicamentos, que se fazem necessários, em diagnósticos psiquiátricos onde o paciente está em crise aguda ou em risco de morte. A medicina está para nos ajudar.

“A ansiedade surge no vácuo da impaciência.”

Ouvi esta frase em um podcast de uma profissional da área do autoconhecimento e fez sentido para mim. Faz sentido para você?

Não temos paciência para quase nada. Queremos controlar tudo e quando percebemos que não é possível, ansiamos… e é este imediatismo que nos distrai de nós mesmos, daquilo que realmente sentimos e não reconhecemos.

Expectativas exageradas e doentias do que ansiamos, quando não acontecem, geram frustrações, que geram feridas emocionais, que geram dor.

É uma cadeia de pensamentos, sentimentos que nos tornam ansiosos.

A “visita” da ansiedade, muitas vezes traz consigo um convite.

Nos convida para a desaceleração das expectativas, para a consciência de nossas instabilidades emocionais e para o que está nas “sombras.”

Nos convida a acolher nossa humanidade, na totalidade.


Elaine Leal Carvalho
Terapia Transpessoal e Constelação Familiar.

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