Autoconhecimento e Seres Humanos

Seres humanos, são seres humanos, em qualquer parte do mundo.

Têm sentimentos, emoções, pensamentos, que são puramente humanos.

Quando um ser humano decide trilhar o caminho do autoconhecimento, está em busca de algo. Este algo, pode incluir muitas coisas.

É importante observar e incluir perspectivas que vão além do habitual.

As origens de uma pessoa, tais como, povos que compõem as famílias de pai e mãe, região em que nasceu, miscigenação, cor da pele, religião, cultura, educação, geração, local onde vive, profissão, idade atual, hábitos, costumes, compõem a existência e tem influência forte no comportamento, ações, sentimentos e pensamentos, modo de vida.

A biografia de cada um de nós, mostra estes elementos todos. Está em nós. Não há como excluir.

Todos nós, trazemos em nossos corpos, estes elementos, mesmo que estejamos em negação, desconhecimento e desconexão.

Quantas vezes você ouviu alguém contar um acontecimento e no meio da narrativa havia uma frase do tipo “meu sangue italiano ferveu”, “baixou uma espanhola em mim”, “estou me sentindo uma cigana”, “orientais são todos iguais”, “sou nordestino arretado”. Apenas exemplos, no entanto acontece com frequência.

E o que isso quer dizer? Diz muito sobre a pessoa, mais do possamos supor.

De certo modo, traz pistas preciosas de como a pessoa lida com seus sentimentos, emoções, pensamentos. Está no DNA de cada um de nós, especialmente em nós brasileiros, bastante miscigenados.

Pensamentos, sentimentos, emoções são iguais em todos os seres humanos que habitam o planeta Terra.

De certo modo, o que pode controlar a intensidade e a expressão destes aspectos, é a origem, a cultura em que a pessoa viveu e cresceu, a educação recebida na família, na escola, no convívio social, a religião ou não religião.

O caminho do autoconhecimento, pede, a quem o procura, que observe estes aspectos.

Mesmo que uma pessoa não saiba absolutamente nada sobre suas origens, em algum lugar no seu íntimo, estas origens pulsam e oferecem pistas seguras.

Certa ocasião, eu estava em uma festa de casamento de uma descendente de japoneses com um descendente de poloneses e a disposição das mesas para dividir as famílias e os convidados de um lado e de outro, era propositalmente visível e eis que chega atrasada um familiar do lado polonês. As mesas estavam ocupadas do lado polonês e havia uma mesa sobrando do lado japonês. A convidada se recusou a juntar-se com o lado japonês e exigiu que a mesa fosse levada para o lado polonês com uma frase que eu ouvi em alto e bom som:

“eu detesto esta raça de japoneses, quero me sentar com os meus”.

Detalhe, eu não estava sentada em nenhum dos lados, estava trabalhando no evento, contratada pelos noivos como assessora do dia.

Este acontecimento reverberou em mim profundamente.

Trouxe muitos questionamentos sobre como este aspecto do ser humano ressoa.

Minha sugestão é que quando nos dispomos a  conhecer as variadas culturas e modos diversos do viver, estes saberes, contribuem para a expansão  e compreensão do ser humano.

Se você pode viajar e conhecer lugares, conheça também a cultura destes lugares.

Leia, pesquise, converse com as pessoas que nasceram e vivem nestas localidades.

Tenho certeza de que sua perspectiva sobre autoconhecimento, se ampliará.

Comece por você, por suas origens e seu contexto.

Boa viagem!


Elaine Leal Carvalho
Terapia Transpessoal e Constelação Familiar.

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