O que quer a Ansiedade?

Quantos de nós na maior parte do tempo está em expectação? Esperando algo que não sabemos direito o que é, mas esperamos… E esta espera tem uma origem: às vezes uma notícia, telefonema, um trabalho, um encontro, uma quantia em dinheiro, felicidade… sempre está relacionado à solução de algo, como nos Contos de Fadas: “e viveram felizes para sempre”, provocando aflição, angústia e se transformando em ansiedade patológica, atingindo um valor extremo de forma generalizada e em algum tempo é tão avassaladora, que recorre-se ao tratamento psiquiátrico com medicações de efeito paliativo, numa eterna dependência do comprimido mágico”.

A palavra ansiedade tem sua origem no latim “anxietas” que significa angústia, anxius = perturbado, apertar, sufocar, e é exatamente isso que a ansiedade gera.
Mas onde é gerada a ansiedade? Não sou médica psiquiatra, tão pouco especializada no assunto, o que observo é que todos nós somos “bombardeados” excessivamente por ideias, padrões, notícias, regras, modas, crenças, informações, todo modo de comparações, preconceitos, que unidos formam um gigante “capacete” energético em nossas cabeças despertando um querer desenfreado de nos tornarmos o que não somos, de irmos contra a nossa natureza individual, de abandonarmos o contato com nossas forças anímicas, ondas constantes de sentimentos que nos afligem por não estarmos atingindo às expectativas “criadas” e “vendidas” de origens diversas, excluindo totalmente o individuo da sua totalidade, o espírito, as habilidades, os dons os talentos naturais que trazemos conosco ao longo da existência, e estas ondas não são nossas, mas como estamos desconectados de nós mesmos, acreditamos que tudo o que pensamos e sentimos sejam nossos, ignorando completamente os sensos individuais.
A ansiedade tem como característica principal, a espera de que algo aconteça, na maior parte dos casos, algo ruim, que traga sofrimento, tragédias, e preocupação excessiva com o que pode acontecer.

Resumindo: a mente está no futuro projetando a irrealidade. Na ansiedade, perdemos contato com a realidade. E o que é a realidade? É o que existe de fato! Expectativas andam de mãos dadas com frustrações. A frustração é um sentimento, uma emoção que ocorre quando algo que era esperado não aconteceu e quando identificamos um erro entre aquilo que planejamos e o que realmente aconteceu. Em continuidade, a expectativa e frustração nos levam às doenças físicas, enfraquecendo nossa vontade.

Planejar, organizar nossas tarefas, metas, é saudável; esquecer de que nem sempre as coisas serão como planejamos, é sinal de negligência consigo mesmo.
Estas questões todas aqui apresentadas passam também por sentimentos que na maior parte do tempo tentamos esconder de nós mesmos tais como a arrogância, orgulho, vaidade.
Quando expectamos exageradamente sobre alguma coisa que queremos, é preciso ser honesto o suficiente para discernir se o que estamos esperando é real ou fantasioso, se é um desejo infantil ou maduro, ou seja, olhar para o que está atrás de todo este querer que causa ansiedade, porque não está acontecendo no tempo que estabelecemos, desconsiderando que a vida tem seu próprio tempo ou ainda estamos agindo do modo errado, por isso, não alcançamos o que tanto queremos.
Ansiedade sempre aperta o peito e muitas pessoas têm a sensação de que vão enfartar, entram em pânico, desesperam-se.

A mente “barulhenta” é a principal causa da ansiedade tão impregnada de ondas do coletivo, cria fantasias, catástrofes, tragédias e quando depois de uma crise de ansiedade, observamos a realidade, verificamos que nada do que imaginamos, está acontecendo, nada… tudo está como é… apenas fluindo.
Minha sugestão aos ansiosos, crônicos ou não, é que se ocupem de movimentar seus corpos com atividades físicas prazerosas e diárias, leituras positivas, filmes alegres e leves, conversar sobre assuntos interessantes que tragam conhecimento e positividade; orações são mantras poderosos de conexão com nosso Eu Maior, sempre que possível estar pertinho da natureza, respirar profundamente, dedicar um tempo a si mesmo exclusivamente com que lhe traz prazer e leveza, fazer parte de grupos que se ajudam mutuamente, buscar por uma terapia que o auxilie a reconectar-se com suas forças anímicas. Se ainda assim, sentir um enorme vazio, minha sugestão é que procure as Constelações Familiares e olhe para o que está oculto na ansiedade que insiste em se mostrar, num sinal claro de: “Ei, olhe para mim”. Encoraje-se e olhe, a ansiedade tem muito a lhe dizer. Abraço.


Elaine Leal Carvalho
Terapeuta e Consteladora Familiar

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